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Tiago Abreu

Extensionista em Comunica Estúdio
Estudante do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal de Goiás (UFG).
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Em agosto de 2016, eu estava disposto a dar uma espécie de start em meu trabalho documental. A viagem me deu base e incentivo para a reportagem e, depois, completei meu trabalho no verbete da Wikipédia lusófona. Mas sabia que, a partir daquela época, percalços e contratempos, benéficos para solidificar minhas bases de conhecimento, surgiriam para pensar e estruturar ideias.

Entre a execução e a espera existiam meses e muitos dias. E, ao passar daquele tempo, teria a oportunidade de amadurecer visões e reflexões acerca de Paratinga. Muito foi me mostrado naqueles poucos dias de viagem: o descaso governamental, as diferenças socioeconômicas nos bairros, o distanciamento mediano da população rural à dinâmica urbana, os novos costumes da juventude, uma série de fatores que desafiavam meu trabalho.

O resultado gerado pelas três primeiras atividades desenvolvidas (reportagem, pesquisa bibliográfica e contextualização de dados/informações) ajudou-me a compreender Paratinga como arraial, vila e grande região, mas deixava evidente uma falta de informações sobre seu período pós-emancipação, no século XX. E esse “vazio” de dados, de certa forma, dialogava com a possibilidade de material que o documentário poderia trazer.

Sendo alguém que não possuía acesso direto aos materiais físicos do município naquele momento e, ao mesmo tempo, precisava criar uma proposição direta e objetiva de tema documental, os relatos orais se faziam primordiais. Mas a maior parte de meus familiares, num contexto rural, não tinham acesso e testemunha ao que ocorria nas décadas anteriores. Meu avô era a única exceção, no entanto, não poderia contar com sua ajuda.

Continuei lendo. Fiz discussões com parentes e amigos conforme o que podiam oferecer e contribuir. Me inscrevi em um núcleo livre da área da Geografia que enriqueceu minhas leituras. Treinei possibilidades básicas de fotografia. Tudo aquilo caminhava em paralelo com uma procura complexa por dados e informações sobre Paratinga, principalmente, em seus primeiros 60 anos no século anterior.

Quando se deu novembro e, mais tarde, dezembro, sabia que meu argumento deveria partir de uma espécie de unificação, ou seja, entender a possibilidade de obter um perfil de uma cidade tão plural. E esse tipo de discurso só ganharia base forte com a construção e contextualização de todo o material que estava a pesquisar. Só teria sentido se eu encontrasse, na história de Paratinga, uma trajetória que levasse a este entendimento.

Por vezes, parecia que andava em círculos, mas cada vez que encarava a situação que constituía o problema, mais seguro estava. As informações que chegavam a mim pareciam inferir que, diante de um passado tão mais difícil, de carência de acessos a serviços básicos, ocorreram mudanças infraestruturais e de gestão que aproximaram a maior parte da população fisicamente e no, ainda a descobrir por inteiro, sentido de ser paratinguense.

E, diante dessas andanças de busca e pesquisa, fui encontrando pedaços. Matérias de jornais, relatos, trechos de livros online… Era como processo de colagem, um trabalho artesanal cuja ideia, com a montagem e remodelagem, ganhava forma. Ainda existia uma certa dificuldade em torno do tema, mas saberia que, com as fontes certas, na cidade, encontraria o que esperava.

Em janeiro de 2017, diante do pleno verão paratinguense, conferiria se minhas expectativas seriam confirmadas e as ideias ganhariam corpo. Mas, diferente da outra vez, teria um mês para trabalhar e contemplar uma cena mais agradável do município, em tempos de escassas chuvas.

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